- Fernanda Lira -
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| Fernanda Lira - Baixo e Vocal |
Conhecida e conhecedora da cena do metal underground, Fernanda Lira derruba qualquer estereótipo de que meninas não sabem tocar música pesada. Mesclando energia e agressividade em sua maneira de tocar e se portar no palco, a baixista e vocalista vêm, há vários anos, defendendo e levantando a bandeira da paixão pelo metal.
Fernanda descobriu seu gosto pela música logo cedo, sendo influenciada a tocar baixo aos 13 anos por seu pai, também baixista, e também por seu maior ídolo desde a infância: Steve Harris, da banda Iron Maiden.
Auto-didata, nunca freqüentou aulas para desenvolver sua técnica e pegada, sempre contando com seu ouvido e dedicação como melhores aliados em sua jornada musical. Mesmo assim, sua habilidade sempre é bem reconhecida em seus trabalhos e sua composições no baixo se destacam, já que "o toca de forma impressionante. Ela é bastante criativa e o mais interessante é exatamente o fato de seu instrumento sempre estar bastante audível" comentou Pierre Cortes, resenhista do maior site de heavy metal da América Latina, Whiplash.Net.
Dispensando o uso de palhetas e investindo nas cavalgadas com os dedos, Fernanda não esconde suas maiores influências: além do já citado, ela também admira e sempre se inspirou em baixistas como Geezer Butler, Steve Di Giorgio, Geddy Lee, Ron Royce e Markus Grosskopf, o que se reflete em suas tentativas ousadas de tirar do baixo a função de apenas 'marcar' o ritmo das músicas.
Já suas inspirações vocais são completamente diferentes. Preferiu desde pequena aprender a cantar e imitar seus ídolos metálicos como Tarja Turunen, Michael Kiske e Geoff Tate. Porém, após experimentar backing vocals mais rasgados em uma de suas bandas anteriores, passou a migrar para um estilo diferente de cantar, se baseando principalmente em grandes ídolos vocalistas e baixistas como Tom Araya, do Slayer, e Schmier, da lenda do thrash Destruction.
Fernanda iniciou sua carreira em bandas com 15 anos, em uma grupo que mesclava metal melódico com tradicional. Logo após, formou junto a uma ex-companheira de banda a Hellarise, com quem gravou seu primeiro registro em áudio, que obteve certo sucesso: graças ao registro, onde seu baixo "chama a atenção de forma incrível" (Christiano K.O.D.A., Whiplash.Net), sua ex-banda foi destaque de uma edição da revista Roadie Crew e foi selecionada para a eliminatória paulistana do Wacken Metal Battle.
Por questões de divergência pessoal e diferenças musicais, Fernanda foi retirada de sua antiga banda, por não mais querer seguir o clichê que vem surgindo dentre bandas com componentes femininas, que é praticar as linhas musicais similares a da vocalista Angela Gossow e seus comparsas do Arch Enemy, por exemplo.
A julgar por seu modo de compor, Fernanda sempre sustentou uma preferência maior ao estilo rápido que proporciona o thrash metal, e, após algum tempo afastada da cena, a baixista passou a procurar novas integrantes para formar um novo grupo de metal, desta vez fazendo um som puramente thrash, e de preferência, old school. Após diversas tentativas, foi convidada a participar da Nervosa, onde assumiu ambos os postos de baixista e vocalista, e com quem vem conquistando seu espaço novamente na cena, fechando parcerias e patrocínios importantes para a banda, e tocando por vários estados pelo Brasil.
Atualmente, Fernanda Lira vem aprimorando suas antigas técnicas e desenvolvendo novas, principalmente no que diz respeito a linhas vocais e composições com a Nervosa, e atua na área de jornalismo musical, como repórter e fotógrafa da rádio Heavy Nation da UOL, e colunista do site Whiplash.Net. Além disso, é repórter do programa de televisão Maloik, no quadro "Tough Girl".
